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"A UNIÃO FAZ A FORÇA!"

ESÚ AJUDA OLODUMARE NA CRIAÇÃO DOS SERES HUMANOS SOBRE A TERRA.


ESú ajudava Olodumare na criação do mundo, bem no princípio, durante a criação do universo. Olodumare reuniu os sábios do Orum para que o ajudassem no surgimento da vida e no nascimento dos povos sobre a face da terra, entretanto, cada um tinha uma ideia diferente para a criação e todos encontravam algum inconveniente nas ideias dos outros, nunca entrando num acordo, assim surgiram muitos obstáculos e problemas para executar a boa obra a que Olodumare se propunha.


Então, quando sábios e o próprio Olodumare se propunha e já acreditava que era impossível realizar tal tarefa, Esú veio em auxílio de Olodumare e disse que para obter sucesso em tão grandiosa obra era necessário sacrificar 101 pombos como ebó. Com o sangue dos pombos se purificariam das diversas anormalidades que perturbavam a vontade dos bons espíritos, daqueles que queriam uma construção, que queriam uma vida melhor.

 Ao ouvi-lo, Olodumare estremeceu, porque a vida dos pombos está muito ligada a sua própria vida. Mesmo assim, pouco depois sentenciou; Assim seja pelo bem de meus filhos e pela primeira vez então sacrificaram-se pombos.


Esú foi guiando Olodumare por todos os lugares aonde se deveria verter o sangue dos pombos para que tudo fosse purificado e para que seu desejo de criar o mundo assim fosse cumprido. Quando Olodumare realizou tudo o que pretendia convocou Esú e lhe disse: 

 

“ Muito me ajudastes e eu bendigo teus atos. Por toda a eternidade sempre será reconhecido. Esú será louvado sempre e antes do começo de qualquer empreitada, você será homenageado”.


OSUN DESCOBRE OS SEGREDOS DOS BÚZIOS.


Osun sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender tudo. Como sempre fora manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo de seu pai, o Deus do branco. 
Sempre que Osalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Osalá:
- Pergunte a Esu, pois ele tem o poder de ver os búzios!
E este acontecimento se repetia a cada vez que Osalá precisava saber de algo. 
Isto intrigou Osun, que pediu ao pai para aprender a ver o destino e Osalá disse à filha:
- Osun, esse poder pertence a Ifá, que proporcionou a Esu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não posso lhe dar!
Curiosa Osun procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Esu e procurou-o para lhe ensinasse.
- Ensina-me, Esu! Eu também quero saber como ver o destino.
Ao que Esu respondeu:
-Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!

Esu estava intransigente. Osun sabia disso e percebeu que não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Esu eram mais fortes que o medo que sentia.
Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram à jovem Osun:
- O que você quer aqui mocinha?
- Gostaria de aprender a magia! Disse Osun, em tom amedrontado.
- E por que quer aprender magia?
- Quero enganar Esu e descobrir o segredo dos búzios!

As Yámi, há muito querendo castigar Esu, resolveram investir na bela Osun, ensinando-a todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que ela usasse o feitiço, teria de fazer-lhes uma oferenda. Osun concordou e partiu.

Em seu reino, Osalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Esu. Ao encontrar com ele, Osun insistiu:
- Ensina-me a ver os búzios?
- Não e não! Já dei minha resposta.

Osun, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Esu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Esu chegou perto e fixou o olhar. Osun, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Esu, deixando-o temporariamente cego.
- Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Esu.

Osun, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Esu:
- Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
- Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
- Tem certeza de que são 16, Esu? E por que seriam 16?
- Ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
- Ah! Sei. Olha, Esu, achei um, ele é grande!
- É Okanran! Ai! Ai! Não enxergo nada!
- Olha, achei outro, é menorzinho.
- É Eji-okô, me dê, me dê!
- Ih! Esu,. Achei um compridinho!
- E Etá-Ogundá, passa para cá….
E assim foi , até chegar ao último Odu. Inteligente, Osun guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Deixou para trás Esu com os olhos ardidos e com a desconfiança de que fora enganado.
- Hum! Acho que essa garota me passou para trás!
No reino de Osalá, Osun disse ao pai que procurara as Yámi e que com elas aprendera a arte da magia e que tomara de Esu o segredo do Jogo de Búzios. 
Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Osun, resolveu dar-lhe então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Esu.
Osalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Osun respondeu ao pai:
- Fiz tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!

ORA YEYÊ!!

EM BREVE!


CONTATOS:
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CURSO SOBRE ODÚS.


Objetivo específico: 

1 - Aprofundar o conhecimento da cultura e do sistema dos Odús.
2 - Dar conhecimento da prática do jogo de búzio.
3 - Apresentar a visão lógica e concreta.

4 - Obter informações dos Odús Ocultos.


Conteúdo programático para iniciante:

Conceito de Merindilogn. 
Técnica do jogo.
Atendimento ao consulente. 
Ciclo de Oriki. 
Identificando as insignia dos 16 mejis. 
Os principais metafísicos de cada Odu. 
Explorando os 16 meji. 
Incompatibilidade entre os odu. 
Orisá principal e sua determinação. 
As suplantações dos odu. 
Símbolos de Osogbó e Símbolos de Irê de cada odu.

 Significado e interpretação do Odu no merindilogun. 
Dia propício a cada odu. 
A trilogia Esu, Ori e Odu. 
Oferenda, agrado e a palavra chave de cada odu. 
Significado de cada objeto relacionado ao merindilogun.

 Como encaminha a fase negativa do odu. 
Identificando Orisá por caída.
Conhecer o Esu do caminho de cada odu.

 Alimentando Ori e Esu no caminho do Odu que se apresenta. 
Opirá. 



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ASÉ!


OSUN SEDUZ SEU FILHO LOGUN EDÉ.


Certo dia Logun Edé saiu para caçar. 
Quando estava no topo de uma cachoeira, olhou para baixo e viu uma linda mulher sentada nas pedras, tomando banho e se penteando. 

Ele ficou fascinado pela beleza desta mulher. Aí ele desceu e ficou olhando-a escondido. 

Osun com seu abebé (espelho) viu que havia um homem a observando. 
Virou o abebé para ele. 

Neste momento Logun Edé se encantou e caiu nas águas em forma de cavalo marinho, indo pra cima de Osun.

Iansã passando com o vento, tudo avistou. 
Desesperada correu atrás de Osun e disse a ela que aquele menino que ela havia encantado era seu filho Logun Edé, que um dia ela havia deixado em cima de um lírio. 

Osun desfez o encantamento e disse que a partir daquele dia Logun Edé viveria seis meses na terra como o pai, comendo da caça e seis meses viveria com ela, comendo do peixe.

OSAYN ENFEITIÇA OSÓSSI.

 Osossi era irmão de Ogun e de Esu, todos os três filhos de Yemojá. Esu era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois se conduziam melhor. Ogun trabalhava no campo e Osossi caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casa estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. 

Yemojá, no entanto, ainda inquieta resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou a proibir que Osossi saísse à caça, pois se arriscava a encontrar Osayn, aquele que detém o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta.

Osossi ficaria exposto a um feitiço de Osayn para obrigá-lo a permanecer em sua companhia.

Yemoja exigiu, então, que Osossi renunciasse as suas atividades de caçador. Este, porém de personalidade independente, continuou suas incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores e como sempre faziam, uma vez chegados juntos a uma grande árvore, separavam-se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a se encontrar no fim do dia e no mesmo lugar. 

Certa tarde, Osossi não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos outros caçadores. Ele havia encontrado Osayn e este lhe dera para beber uma poção onde foram maceradas certas folhas, como a amúnimúyè, cujo nome significa “apossa-se de uma pessoa e de sua inteligência”, o que provocou em Osossi uma amnésia. Ele não sabia mais quem era nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Osayn, como predissera o babalaô.

Ogun inquieto com a ausência do irmão partiu à sua procura, encontrando-o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe de volta, mas Yemojá não quis mais receber o filho desobediente. 

Ogun, revoltado pela intransigência materna, recusou-se a continuar em casa (é por isso que o lugar consagrado a Ogun, está sempre instalado ao ar livre). Osossi voltou para a companhia de Osayn e Yemojá, desesperada por ter perdido seus filhos, transformou-se em um rio. 



A DISPUTA DE NANÃ E OGUN.


Ogun precisava atravessar um campo que fazia limites com as terras de Nanã. 
terreno era pantanoso e traiçoeiro, mas para Ogun não tinha tempo ruim e ele
decidiu-se a ir por ali mesmo. 

Quando iniciava a jornada, escutou a voz de Nanã que determinava:
- Estas terras tem dono rapaz, peça licença para passar!


Ogun não se curvaria a ninguém e respondeu:
- Ogun não pede nada a ninguém. Ogun toma e não será uma velha que irá me
deter!


Nanã ainda determina mais uma vez que Ogun peça licença e Ogun não a atende, embrenhando-se pântano a dentro. 


Nanã então, ordena ao pântano que tragasse e matasse Ogun, que foi obrigado a usar de toda a sua força para livrar-se e salvar a própria vida.

Ogun teve de recuar, mas bradou!
- Tu és poderosa, vou procurar outro caminho, mas antes vou encher seu pântano de ponta de metal duro e afiado que cortará sua carne se tentar passar por ele também.


Nanã respondeu:
- Tu és forte e valoroso, mas precisa aprender a respeitar a terra dos outros.
Por minhas terras não passarás, garanto!
E a partir desse dia, Nanã aboliu o uso de metais em suas 
terras.

SALUBÁ!!

GRUPO OS MISTÉRIOS DA ÁFRICA.


OTIN ESCONDE QUE NASCEU COM TRÊS SEIOS.


Okê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 3 seios e era chamada de Otin. 
O rei Okê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Okê, este era o segredo de Otin

Quando Otin cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otin ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, Otin viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado.

Um dia, um caçador chegou ao mercado e ficou tão impressionado com a beleza de Otin, que insistiu em casar-se com ela. Otin recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: O caçador nunca deveria mencionar seus três seios a ninguém . O caçador concordou e impôs também sua condição: Otin jamais deveria por mel de abelhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu ewó (não pode).... 


Por muitos anos, Otin viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas. Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otin. Era o dia de Otin cozinhar para o marido; Ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador.

Quando Otin deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. 

Furioso, bateu em Otin e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: "Tu, com teus três seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?" A novidade espalhou-se pela cidade como fogo.

Otin, a mulher de três seios, era ridicularizada por todos. 

Otin, fugiu de casa e deixou a cidade do marido, voltou para sua cidade e refugiou-se no palácio do pai. 
O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade. Em desespero, Otin fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otin transformou-se num rio e o rio correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha.

Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otin para o mar. Mas Otin contornou a montanha e seguiu seu curso.

Okê a montanha e Otin o rio, são cultuados até hoje em Otã. 
Odé(Osossi), o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.

OYÁ, A MULHER BÚFALO.


Ogun foi caçar na floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua direção rápido como um relâmpago. Notando algo de diferente no animal, Ogun tratou de segui-lo. 

O búfalo parou em cima de um formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa linda mulher, era Oyá, coberta por belos panos coloridos e braceletes de cobre. 
Oyá fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a no formigueiro, partindo em direção ao rio para banhar-se, sem perceber que Ogun tinha visto tudo. Assim que ela se foi, Ogun se apoderou da trouxa, guardando-a em seu celeiro.

Depois foi a cidade, e passou a seguir a mulher até que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas como toda mulher bonita, ela recusou a corte. 

Quando anoiteceu ela voltou à floresta e para sua surpresa, não encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou Ogun, que lhe disse estar com ele o que procurava. 
Em troca de seu segredo ( pois ele sabia que ela não era uma mulher e sim animal ). Oyá foi obrigada a se casar com ele; Apesar disso, conseguiu estabelecer certas regras de conduta, dentre as quais proibiu-o de comentar o assunto com qualquer pessoa.

Chegando em casa, Ogun explicou suas outras esposas que Oyá iria morar com ele e que em hipótese alguma deveriam insultá-la. 
Tudo corria bem enquanto Ogun saía para trabalhar. Yansan passava o dia procurando sua trouxa.

Desse casamento nasceram nove filhos, o que despertou ciúmes das outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se, conseguiu embriagar Ogun e ele acabou relatando o mistério que envolvia Oyá. 

Logo que o marido se ausentou, elas começaram a cantar: "Você pode beber, comer e exibir sua beleza, mas a sua pele está no depósito, você é um animal." 

Yansan compreendeu a alusão. Depois que Yansan encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo e partiu para cima de todos, inclusive as mulheres de Ogun, poupando apenas seus filhos.

Decidiu voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus chifres e orientou-os para, em caso de perigo deveriam bater os chifres um contra o outros, com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. 
É por esse motivo que os chifres de bufalo estão presentes nos assentamentos de Oyá.

Hepa-rey!!




O SOFRIMENTO DE ODÉ ISSAMBÔ.


Odé Issambô grande caçador, entrou na mata com Logunedé, ensinando-lhe a arte de caçar e manejar o arco e a flecha.
Após inúmeras caçadas, Logunedé sentou-se embaixo de uma árvore para descansar.
Nessa árvore pousou um pássaro e Odé Issambô preparou sua arma e atirou.
Acertou em cheio o pássaro e também, uma colmeia de abelhas. Elas foram cair justamente sobre a cabeça de Logunedé, que sem ter como se defender foi picado.
Odé vendo o desespero de Logunedé, correu para acudi-lo, sendo picado várias vezes.
Conseguindo fugir, deitou Logun em folhas frescas e sem saber o que fazer pôs-se a chorar.
Eis que o Orisá Omolú vendo aquilo, parou e apiedou-se do estado de Logunedé, pois, a criança estava morrendo. 

Omolú tirou de sua capanga, água de cana e gengibre, pilou e aplicou sobre os ferimentos, aliviando as dores. Após isto, fez o mesmo com Odé Issambô, curando-os completamente.

Odé então lhe disse: Senhor dos aflitos, ponho o meu reino a seus pés e toda a minha caça que daqui por diante eu conseguir, comeremos juntos.
Omolú agradeceu e seguiu seu caminho.
Então Odé Issambô jurou que nunca mais comeria o mel, pois o mel o faria lembrar todo o sofrimento seu e de seu filho.

AROLE!



ÒSÓÒSÌ NÃO ACEITA CABEÇA DE BICHOS EM SEUS RITUAIS.


O Ori(cabeça) dos animais de Osoosi são um Ewó(proibição), uma interdição desse Orisá. Osoosi não come a cabeça dos bichos!

Comemorando uma caçada vitoriosa, Osoosi deu uma grande festa. Matou um boi e colocou a cabeça na porta do palácio.

Todos os Orisás se faziam presentes na grande festa; Oxum com sua faceirice encantava a todos; Yemojá com sua elegância, coberta de jóias; Sangô dançava freneticamente ao som dos tambores...

Os bandidos da aldeia vizinha souberam da grande festa dada por Osoosi e se puseram à espreita, aguardando o momento certo para saquear o palácio.
Avançaram, mas quando chegaram na entrada do Palácio, a cabeça do boi mugiu, avisando a presença dos inimigos, os quais foram imediatamente pegos e mortos, ficando o palácio salvo do saque.

Desse dia em diante, Osoosi exigiu que não se oferecesse cabeças em seus rituais. E em consideração passou a cultuar o boi como um animal sagrado.

Apenas uma qualidade de Osoosi aceita a cabeça do boi. (
Odé Issambô )

AROLÊ!

OSALUFON É CONDENADO A USAR ROUPAS DE MULHER E COMER BICHOS FÊMEAS.


Muitas casas de Candomblé, cultuam Osagyan com bichos fêmeas e em forma de Iyagbá, mais essa cultura na verdade é pra Osalufan.

Nanã era considerada como a grande justiceira. Qualquer problema que ocorria em seu reino, os habitantes a procuravam para ser a juíza das causas.
No entanto, Nanã era conhecida como aquela que sempre castigava mais os homens, perdoando as mulheres.

Nanã possuía um jardim em seu palácio onde havia um quarto para o Eguns, que eram comandados por ela.
Se alguma mulher reclamava do marido, Nanã mandava prendê-lo, chamando os Eguns para assustá-lo, libertando o faltoso em seguida.

Osalufan sabedor das atitudes de Nanã resolveu visitá-la.
Chegou em seu palácio faminto e pediu a Nanã que lhe preparasse um suco com igbins.

Osalufan muito sabido fez Nanã beber dele, acalmando-a e a cada dia que passava ela gostava mais do velho rei.

Pouco a pouco Nanã foi cedendo aos pedidos do velho, até que um dia levou-o a seu jardim secreto, mostrando-lhe como controlava os Eguns.

Na ausência de Nanã, Osalufan vestiu-se de mulher e foi ter com os Eguns, chamando-os exatamente como Nanã fazia, ordenando-lhes que deveriam obedecer a partir dali somente ao homem que vivia na casa dela.

Em seu retorno Nanã tomou conhecimento do fato, ficando zangada com o velho rei.
Nanã não sabia o que fazer, fechou a passagem para mantê-lo preso até encontrar uma forma de castigá-lo.

Contou a Olorun sobre a traição de Osalufan, que não aprovou a atitude de Osalufan. 

Osalufan foi castigado, pois invadiu o domínio de um outro Orisá. Daquele dia em diante, Osalufan nunca mais usaria vestes masculinas e cobriria o seu rosto com um chorão, que somente as Iyagbás usam e só comeria animais fêmeas.


ERÊ.


Erê é o intermediário entre a pessoa e seu Orisá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exato entre a consciência da pessoa e a inconsciência do Orisá. 
É por meio do Erê que o Orisá expressa sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos de seu Orisá.
A palavra Erê vem do Iorubá, significa "brincar". 
O Erê (não confundir com criança que em Iorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do Orisá, ou seja, o Erê é o intermediário entre o iniciado e o Orisá. 
Durante o ritual de iniciação, o Erê é de suma importância pois é o Erê que muitas das vezes trará várias mensagens do Orisá do recém-iniciado.
O Erê é às vezes confundido com ibeji(OS GÊMEOS), que na verdade é a inconsciência do novo Omó-orisá, pois o Erê é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. 
O Erê conhece todas as preocupações do iyawo, também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de "Erê" é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade, que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu Orisá. Após o ritual do oruko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.(Poucas casas seguem o rito)
No Candomblé acredita-se que os Erês são crianças que foram geradas no ventre de mães e que por doenças ou algum motivo não chegaram a viver entre os humanos na terra.
Cada Erê tem um nome inspirado na natureza do Orisá, Mais esse nome não é o mesmo para todos os iniciados, eles podem chamar-se por exemplo: FOGUETE ou TROVÃOZINHO para os de Sango, ESTRELINHA, CONCHINHA para os de Yemojá, PRATEADO, PINGO DE PRATA para os de Osalá, PINGO DE OURO, para os de Osun e assim vai...
Comem comida de Orisás, Caruru, bolos, balas, frutas e bebem água, chá de ervas, sucos de frutas, como uma criança comum. Dormem, acordam, tomam banho... 
ERÊ MI!

OS ESPELHOS GUARDIÕES DE YEMOJÁ.


Yemojá é a Deusa das águas e dos mares. 
Um dia um reino resolve declarar guerra a Yemojá, sabendo que ela não tinha guardas que a protegiam.

Depois de muito pensar no que deveria fazer para se proteger e vencer a batalha, Yemojá resolve colocar espelhos de todas as formas na Beira do mar.

Quando chega a hora da batalha, Yemojá vai para a frente dos espelhos com uma espada em punho e quando seus inimigos chegam perto assustam-se com as suas próprias imagens distorcidas refletidas nos espelhos e fogem apavorados, contando ao Rei que Yemojá não é sozinha como haviam pensado, mas possui um exército de criaturas horríveis. 

É assim que Yemojá vence, sozinha, mostrando a imagem de seus inimigos a eles próprios. 

Yemojá é muito inteligente, senhora de uma beleza e majestade sem igual.

OBÁ É ENGANADA POR AMOR.


Mais tarde, Obá tornou-se a terceira mulher de Sangô, pois ela era forte e corajosa. A primeira mulher de Sangô foi Oiá-Iansã que era bela e fascinante. A segunda foi Osun, que era coquete e vaidosa. 
Uma rivalidade logo se estabeleceu entre Obá e Osun. Ambas disputavam a preferência do amor de Sangô. 
Obá procurava, sempre, surpreender o segredo das receitas utilizadas por Osun quando esta preparava as refeições de Sangô. Esta era jovem e elegante, Obá era mais velha e usava roupas fora de moda. Nem chegava a se dar conta disto, pois pretendia monopolizar o amor de Sango. 
Com este objetivo, sabendo o quanto Sango era guloso, procurava surpreender os segredos das receitas na cozinha, utilizadas por Osun quando preparava as comidas do Rei. Osun irritada, decidiu pregar-lhe uma peça.
Um belo dia pediu-lhe que viesse assistir um pouco mais tarde a preparação de um determinado prato, que segundo ela disse maliciosamente, realizava maravilhas junto a Sango, o esposo comum. Obá apareceu na hora indicada.
Osun tendo a cabeça atada por um pano que lhe escondia as orelhas, cozinhava uma sopa, na qual boiava dois cogumelos. Osun mostrou-os a sua rival, dizendo-lhe que havia cortado as próprias orelhas e colocando-as para ferver na panela, a fim de preparar o prato predileto de Sango. Este chegando logo depois tomou a sopa com apetite e deleite e retirou-se gentil e apressado na companhia de Osun.
Na semana seguinte era a vez de Obá cuidar de Sango e ela decidiu por em prática a receita maravilhosa. Cortou uma das orelhas e a cozinhou em uma sopa destinada a seu marido. Este não demonstrou nenhum prazer em vê-la com a orelha decepada e achou repugnante o prato que lhe serviu. 
Osun apareceu neste momento, retirou seu lenço e mostrou que as suas orelhas jamais haviam sido cortadas, nem devoradas, por Sango. Começou então a caçoar da pobre Obá, que, furiosa, precipitou-se sobre sua rival. 
Seguiu-se uma luta corporal entre elas. Sango, irritado, fez explodir seu furor. Osun e Obá, apavoradas, fugiram e transformaram-se nos rios que levam seus nomes. No lugar da confluência dos dois cursos de água as ondas tornam-se muito agitadas em consequência da disputa das duas divindades pelo amor de Sango.

OBÁ IXI!

ENI (ESTEIRA)


Esteira, Decisa, Eni, Enin, Adicissa, são nomes pertinentes a peça de artesanato, feita de vários materiais: Táboa(planta), sisal, palha, etc...
Muito usada no nordeste do Brasil e em terreiros Afro-brasileiros.

Objeto sagrado, muito importante para o povo do Candomblé, fazendo parte de quase todos os rituais como:

Mesa de oferendas e comidas ritualísticas dos iniciados ou não.
Mesa de ebós e comidas de Orixás prontos.
Amparo durante os Pawós dos iniciados.
Suporte para ervas, durante a Sassanha(sasayn)
Cama do Yawô, onde por baixo dela são feitos os ERÓS(segredos)da feitura.
Mesa, sendo base para comidas de ajeun do Yawô.
Como mesa e cama no ritual BORI. Etc...


PORQUE DORMIR NA ESTEIRA?
o Candomblé tem a crença de que os próprios Orisás viveram por algum tempo na Terra. Naquela época onde a humanidade ainda dava seus primeiros passos há milhares de anos, a vida era muito mais ligada a natureza e com menos conforto do que experimentamos hoje em dia.

Os iniciados que ainda estão de preceito, devem por estar com o Orisá próximo a eles durante esse período, imitar alguns dos costumes que os próprios Orisás tinhas, quando em sua passagem terrena: Dormir em esteiras, comer com as mãos e não se secar após o banho, entre outros.
O Luxo de uma cama, um conforto melhor, deve ser deixado para trás, durante rituais com Orisás, Pois bem sabemos, nascemos novamente, com as características dos nossos Orisás.

Dormir na esteira representa o retorno ao principio da vida, o reencontro com a ancestralidade. Dormimos na esteira para ter contato com o elemento que nos deu a vida: A Terra!
Também porque precisamos esquecer a vaidade, as futilidades e os confortos modernos, estamos renascendo e precisamos fazer isso de forma humilde.

Existe algumas considerações importantes sobre como manusear a esteira, dentre elas cito algumas:
- Pessoas de Orisá masculino carregam a esteira apoiada sobre o ombro direito.
- Pessoas de Orisá feminino carregam a esteira debaixo do braço.
- Pessoas iniciadas, homens ou mulheres, de Orisá masculino, não levantam a esteira do chão.( GERA ATÉ DISCUSSÕES rs)

Eni ou Enin, usadas no Útero de uma casa de Candomblé, geralmente são ofertados à Yemoja ou Osun, no ritual Afexu. 

Asé