OSUN KARÊ.


Yemoja Yemowô se casou com o rei de Ifon, Osalufon, e dele teve dois filhos, um casal de Gêmeos, Odé Karê e Osun Karê.
Os dois tinham a habilidade de se transforma em Jaguar, um felino parente da Onça.

Osun Kare tem uma melhor amiga, a caçadora Yeyê Okê.

O povo descendente de Kare vivem em uma aldeia com o mesmo nome as margens do rio Osun.

Esta Yaba é iniciada em mulheres e em homens, Karê tem muitos filhos.

Mas Kare é mesmo Osun?
Sim, ela não é um orisa implantado ao culto de osun (como é o caso de Opará), ela é sim Osun. As diferenças de Kare com a principal Osun (Osogbo) são muito fortes, mas ha diversas explicações para isto, uns dizem que Kare é uma das reencarnações de Osun, ou seria a própria Osogbo apenas mostrando seu lado "selvagem".

Kare'Ynká (Kare esta ao meu redor)

Karê se veste de Amarelo, Branco, Dourado, Verde, Azul, laranja e Rosa, dependendo da nação a qual esta sendo cultuada, gosta muito de tecidos estampados e não dispensa o uso de seu Ofá. Alguns dizem que ela teria os olhos cor de mel assim como os felinos.
Osun Kare é cultuada no Brasil nas nações Nagô, Ketu, Efon, Xambá, nas casas Jeje que cultuam Voduns e Orisas, e no culto Yoruba-Ifá.

Os filhos de Osun Karê tendem a um comportamento um pouco diferente das demais Osun's. Eles não são materialistas, não se prendem a riquezas, e são de comportamento mais reservado, são tirados como "bobos", mas aquele velho ditado "o boi sonso é que arromba a cerca" se aplica bem a eles, que são como a onça que se finge de morta para dar o bote em sua presa. São bons amigos... mas terríveis inimigos. 
Osun Kare é uma Osun jovem e agil, esta sempre presente para os filhos e é ciumenta, não divide espaço e sabe bem como chamar a atenção para si.

Ore yeye Osun Kare!!!

ORISÁ OTÌN.

OTÌN BÒRÒ ODE!!! (Otin venha ajudar Odé)


* Porque é tão rara?
*Irmã de Logun.
*Filha de Erinlé. 
*Esposa de Oxóssi. 
*Características dos filhos.

Erinlé gerou um filho com Ipondá, chamado Logun'Edé.
Após isso Erinle se casou com Abatan (Ayabá do Pântano) e com ela gerou Otin.

Na mata Otin conheceu meio irmão de seu pai, Oxóssi.
Otin se casou com Oxóssi (Odé de Ifé/Ketu) e com ele gerou um filho caçador, Odé Otin.

Otin é Orisa de Efon, se inicia sim em Homens e Mulheres. Não pega juntó, é a principal mulher Caçadora (Obirin Odé), sempre junto com os Odés.

Otin é rara porque na maioria casas Ketu ela foi diminuída a "Qualidade de Osun", mas nas Efon e mesmo as de Ketu que buscam mais a fundo os rituais, Otin é Ayabá sim, se veste de Azul claro, rosa claro e verde claro, usa abebê, Ofá, lança, e um Obáirú (erukere com osso, duro, que é atribuído a pessoas da realeza), e ela usa um filá que cobre so metade da face.

Existe uma lenda que diz que Otin so pega a cabeça dos filhos mais amados, os que ela faz absoluta questão, pois ela tem o hábito de dar seus Omó para Oxóssi.


*Características dos Filhos de Otin:
São pessoas de fácil convívio, não são revoltados com nada, eles sempre pensam bem e fazem tudo com cautela. São inseguros no amor, sempre temendo perder a pessoa amada. São humildes, não exibem e não esbanjam nada, gostam de uma vida comedida. 
No geral são magros e esguios, olhos marcantes. Não tem muitos amigos pois não gostam de muvuca, se concentram em poucas mais leais amizades. Não sentem inveja, preferem viver a própria vida do que se espelhar na dos outros.
Muito raro Zeladores de Otin, ela não tem ambição por ser dona de Ilê, ela somente quer ser dona dos filhos.

Otin nasceu com três seios.
Por sua deficiência física, ela possui um forte sentimento de inferioridade, mas isso deve ser combatido, ja que não ha nada que a diminua.

Otin tem dois talentos: caçar e cozinhar. Mas não gosta de Agricultura, não planta nada, ela colhe o que a natureza dá.


Responde nos Odús Obará Meji, Eji Onilê e Osê Meji.

Saudação: Otíla!!! Oke Mambo Otin!!!



As Qualidades de YEMONJÁ.


Yemanjá é filha de Olokun e Ayê, senhora das águas doces e salgadas.
Se divide em muitos caminhos, os mais conhecidos são esses:

*Yemanjá Yá Massê Malê
Yá Massê Malê é a mãe de Xango, e não é Yemanjá. Essa "Yemanjá Yá Massê Malê" é na verdade a Yemanjá Yá Tapá, que é a Yemanjá que a nação de Yá Massê Malê era devota. Então se deve saudar Yá Tapá. Yemanjá Yá Massê Malê carrega o Xere.

*Yemanjá Asagba:
Se pronuncia ASSABÁ. Yemanja que veste branco, manca de uma perna graças a uma ferida consequente de uma batalha com Esú. Come com Olufon, Ayrá e os Funfun. É calma e paciente. Usa Abebe

*Yemanjá Ogun Té:
Uma das nove filhas de Olokun, mas não é propriamente Yemanja e sim uma irmã ou parente dela. Ogunté significa "Ela tem Ogun" ou "Ela é uma Guerreira", ou seja Ogunté é um título, seu nome real 
é YÁ AKADUMÉ. É agressiva e violenta. Usa Abebe, espada e escudo.

*Yemanjá Yá Ogun:
Muito confundida com Ogunté, esta é a Yemanjá esposa de Oduduwa, mãe de Ogun. Teve relações incestuosas com seu Filho Ogun, seu nome é YEMÚ. É reservada e distante. Usa Abebe

*Yemanjá Bomí:
Bomi se traduz como "minha água". É uma Yemanja de meia idade muito cultuada na nação Cabinda mas também adotada pelo Ketu e Efon. É graciosa e Gentil. Usa abebe.

*Yemanjá Asesun:
Se pronuncia ASSESSUN. Asesun significa "fonte de mananciais", é a filha predileta de Olokun. Apaixonada por Pepeyé (patos) é conhecida por ter problemas psicológicos como perda de memória recente e mudanças súbitas de humor. Usa Abebe e Ofá.

*Yemanjá Malelewo:
Senhora dos Lagos. Yemanja tímida, não gosta que a toquem. Veste branco e é ligada a Osala.

*Yemanjá Konlá :
É a Yemanja que dá os peixes para os pescadores. Protege os "praianos". Ligada a Oxum.

*Yemanjá Ya Odô :
A senhora do Odo Yemonja e Odo Ogun. É a verdadeira "Yeye Omo Ejá". Usa Azul e verde.

*Yemanjá Yá Lujá
A mãe de Ayrá, veste branco e usa o Xere assim como Yemanjá Yá Massê Malê.

*Yemanjá Awoyô:
Ligada a Oxumare, é a Yemanja voltada para a família da palha.

*Yemanjá Orô:
É uma Yemanja ligada aos Eguns do mar. É a Yemanja que canta nos rochedos e atrai os marinheiros afundando os barcos. É a mais ligada a Olokun.

*Yemanjá Akurá:
Akura é a verdadeira "Erú yá", dona das espumas das ondas que batem nas pedras. Ligada a Nanã.

*Yemanjá Atará Mobá:
Seu nome significa "Tão importante quanto um Rei", é ligada a Oloroke. Este é a Yemanja que cantamos na Roda de Oyê.
* * * *

Parentes de Yemanjá:
Mãe: YÁ OLOKÚN

Pai: AYÊ

Irmãs: OLOSÁ, AKADUMÉ, TORÔ, ANABÍ e todas as filhas de Olokun.

Cônjuges: OLOROKE, OSALUFON, OSAGUIAN, ODUDUWA, OGUN.

É mãe sanguínea de poucos Orisás mas é a mãe criadeira de quase todos. Por isso é saudada como a YÁ KEKERÊ, a nossa mamaezinha.

OYÁ GERÈ, SENHORA DOS TROVÕES.


Oyá Gere (se pronuncia Guerê) é uma Oyá muito rara e misteriosa.

Se conta que Oyá lançava raios pela boca, e ao lançar o raio acoava um estrondo gigantesco, um trovão. Porem Oya de tanto lançar raios pela boca perdeu a sua voz humana e dai por diante tudo o que falava ecoava alto e forte como um trovão, por isso é hábito quando se ouve um som de trovão se dizer "HEPA HEY IANSÃ".

Oyá Gere é aquela Oyá que quando da seu ilá da um grito tão alto que o som de sua voz ultrapassa o atabaque. O símbolo desta Oyá são as nuvens escuras de Tempestade.

"Koro koro koro, Oyá Koro Ilê, Oya Biyi Orô, Oya Oyá Koro Ilê"
(Estrondo, Estrondo, Estrondo, Oyá fez um Estrondo dentro da casa, Oya nasceu com um Segredo, Oyá fez um Estrondo dentro da casa.)

Oyá Gere é cultuada como Igbalé. 
Se veste de Branco e Rosa Claro, suas ferramentas são Mariwo, Abayomi, Erusin, Idá, Afefé e Iwo.
Tem fundamento com Osalufon, Ogyan, Ayrá e Odé.

HEPA HEY!!!


O CASAMENTO DE YEMONJA E ODÉ INLE (ERINLÉ)


Yemonja havia se separado de Orisa Oke, e por isso voltara ao Oceano onde vivia sua mãe Olokun.

Desde a separação ela havia perdido a paz, as marés eram imprevisíveis, as ondas começaram a engolir a terra, o mar estava enlouquecido, a fúria de Yemonja ia em direção a montanha de Oke.
Yemonja estava no fundo dos mares e finalmente tinha tempo para fazer o que quisesse, ela agora vivia em paz, algo que há muito tempo não vivia, pois na terra ela tinha crianças correndo pelo reino e seus deveres de Rainha e exigências do marido.

Yemonja tinha amadurecido, mas ela ainda era bonita e sensual, apesar dos anos que se passaram ninguém poderia competir com a beleza dela, nem mesmo Osun. 
Certa manhã enquanto nadava no mar, ela teve um vislumbre de movimento que chamou sua atenção.
Ele era um homem bonito e não era outro senão Erinlé da cidade de Ilobú, também chamado de Odé Inle. 
Inle estava fazendo sua pesca normal. Inle tinha toda a sua atenção de sua pesca quando de repente, ele foi surpreendido por uma bela mulher, e foi amor a primeira vista.
Ele não conseguia explicar, e pensou até estar sonhando, até que a voz da linda sereia falou com ele dizendo:

"Eu sou Yemonja, dona deste reino no qual você  pesca. Eu é que forneço os peixes que vem para o seu gancho. Todo esse reino de água que você pode ver é imensamente grande e é meu."

Yemonja confessou a Inle que, embora ela comandasse o vasto reino dos mares, ela se sentia solitária. 
Sem hesitar Inle ofereceu para lhe fazer companhia em seus tempos de solidão.
Yemonja podia ver que Inle estava apaixonado por ela, e então explicou que estava à procura de um marido e Inle aceitou imediatamente ser o par de Yemonja. 
Ele não se importava com dinheiro ou riquezas, ele havia sido encantado pela beleza dela a partir do momento que ele a viu.

Yemonja o levou para o fundo do mar.
Esta foi a primeira vez Yemonja permitiu alguém saber seus segredos escondidos nas águas.
Eles chegaram a uma grande caverna onde muitas espécies da vida marinha guardavam a porta como guardas de um palácio, e esta caverna foi o "Ilê" de Yemonja e Inle.

Inle ficou maravilhado ao ver que quando os peixes notavam a  presença da Rainha, eles se movimentavam como se estivessem  em "Moforibalé" (batendo cabeça) para grande Yemonja que era a sua mãe e criadora. 
Entrando na caverna, Inle foi surpreendido, ninguém podia
de imaginar as riquezas que haviam la dentro, tesouros incomensuráveis
​​em toda parte.

Eles se amaram, mas não por muito tempo. Um caso de amor tórrido tende a se desgastar rápido.  
Os  tempo passou e as coisas mudaram. Yemonja começou a ignorar Inle e evitar sua presença. 
A situação tornou-se intolerável para Inle. Ele só queria atenção de Yemonja. mas ela não quis ouvir suas queixas e não se importou com o coração dele.

Inle decidiu ir embora.

Yemonja se viu em um dilema quando ele quis partir.
Ela não sabia o que fazer. Ela tinha medo que ele contasse seus segredos e mistérios para os outros Orisá. 
A única opção era matar Inle.
Mas ela não queria matar ele.

Ela então decide por cortar a língua dele.
Ela esperou que ele estivesse adormecido, o enfeitiçou e sem pensar duas vezes ela corta a língua de Ode Inle.
Desta forma, ele continuaria vivo e não seria capaz de dizer a seus segredos para ninguém.

Até hoje Inle não fala, e é Yemonja que fala por ele.

ARÁ UNSÉ ODE INLE!
ERUYA YEMOJA!

OYA IGBALÉ FUNAN


Funan é uma das 9 divindades Feiticeiras Igbalé que provém de Oyá pelo Odú Òsá Méjì. 
O total sao nove feiticeiras:


1) OYA EGUNITÁ 
2) OYA FUNAN
3) OYA FURÉ 
4) OYA PADÁ 
5) OYA GERE
6) OYA FAKAREBÓ 
7) OYA ADAGAMBÁRA
8) OYA LEYÉ 
9) OYÁ TONIMBÉ 

IBÁ FUNAN: Seu assentamento é feito com um tacho de cobre forrado com folha de akokô, nove pratos de barro, uma panela de barro, nove hastes de Bambu amarelo, um Ota, Nove búzios abertos e nove fechados, nove moedas de prata, dezoito idés de cobre, favas e folhas de Oyá, pó Ossum, nove leques de palha, nove colheres de pau e efun (o zelador pode optar por acrescentar mais intens caso a Yawo necessite).
O osé deste ibá so pode ser feito com água de chuva, visto que Funan é Orisa das tempestades.

O ibá de Oyá Funan permanece nove ou dezoito dias no quarto consagrado a EGUN, após esse resguardo se leva o assentamento para o Bambuzal amarelo, onde se é feita uma grande oferenda para Oya Funan e todas as Igbalé, e so assim ela poderá voltar para o ilê sendo deixada agora no quarto das Ayabas.

Funan se veste de branco e usa palha e cabaças em sua roupa assim como tambem sua boneca Abayomí.

"Ogo mi ano gbogbo gún, Òrìsà mi abaya Oya ewa O’yansa"
(Protege-me sempre com seu
poderer de cura, Rainha e espírito guardião. És o espírito do vento, mãe dos nove Ancestrais.)

FUNAN: AYABÁ DAS TEMPESTADES, NUVENS E VENTOS GÉLIDOS.

A maioria dos caminhos de Oya nasceu de Orisa Dankó, Odulecê, Nanã ou Obatalá, porem IGBALÉ FUNAN é filha  de BAROMÚ e BORÓSIA, que são deidades das correntes de ar da terra e das correntes de ar que vem do mar. O encontro dessas correntes faria a tempestade FUNAN.

Mesmo sendo uma OYÁ, FUNAN não é chegada a Dendê. Seu Akarajé deve ser frito em Ori ou Óleo de coco. 

HEPA HEY!

OGUN WARÍ É UM FEITICEIRO.





Esse é um Ogun que causa muita polêmica, pois é confundido com Onire e Alagbedé que são caminhos de Ogun agitados, brutos e violêntos, mas Warí é o oposto.

Ogun Wari nasce pelos caminhos dos Odu's Ose e Irosun e come com Esú, Yemoja e Osun.
Ogun era filho de Yemoja e Obatalá. Com sua mãe aprendeu os segredos das Agbá e com seu pai os segredo do Orun. Ele se tornou um poderoso feiticeiro. Por ter sido criado no palácio de Olofin ele adquiriu nobreza, bons modos e disciplina. Warí era um homem belo e bem conservado, e mesmo sendo da realeza ele tinha sede de aventura, de emoção, por isso um dia ele abandona o palácio e vai viver como um simples caçador nas matas.
No tempo em que wari morava no palácio, ele com suas bruxarias matava a todos que se opunham a ele e a sua família, e isso lhe o none de "Ologun" (senhor da guerra) pois ele vencia a todos com sua magia negra, mais isso também lhe deu muitos desafetos que tinham rancor dele e desejavam vingança e ao saber que Wari agora estava sozinho nas matas os inimigos se uniram para ataca-lo.
Wari então se viu sozinho na floresta cercado de inimigos sedentos de seu sangue, e ele tentou enfrentar o bando mas eram homens demais, era impossível um único homem derrotar tantos, e com essa desvantagem ele foi ferido e teve de fugir.
Na floresta ele então ele encontra Osun, que o vê sangrando e percebe que ele esta sendo seguido, o leva para  sua casa e cura as seus ferimentos.
Osun se encantou com a beleza dele e ele ficou fascinado por ela, decidiram se casar.
Warí sabia forjar metais, e então fez as ferramentas de Osun e cobre dourado e ouro e as sua mãe Yemoja em prata e aço. Os preciosos Idés de Osun foi quem fez e ela ostenta até hoje essas jóias que fazem parte de seu fundamento.
Warí foi o ultimo marido de Osun, deste ela não se separou, graças a paciência de Ologun Warí eles estão juntos até hoje.
Asé!

Warí se veste de verde claro, azul claro e vermelho, todos seus metais são dourados. Usa Abebê, Espada e escudo. Nunca se vestiu de Mariwo, ele sempre usou as roupas  finas da realeza. Dança Batá, Adabi e Ijesá, come os mesmos pratos que Osun, mas também os tradicionais de Ogun.
Ogun Warí é letal sem usar de brutalidade.

Ogun ye!

YEMONJA SABÁ É NOMEADA IYANIFÁ, SENHORA DO MERIDILOGÚN.


Orunmilá (Ifá) se casou com muitas das filhas de Iya Olokun, foi marido de Iyá Torô, Anabí e Yemonja.
Yemonja sempre foi muito voluntariosa, uma mulher de gênio forte e ela desejava saber jogar búzios tal como Orunmilá.
Porém a arte da previsão sob oráculo era de uso exclusivo masculino e isso excluia Yemonja.
Ainda assim, toda vez que Orunmilá consultava o Meridilogun, ela ficava atenta as rezas, as caídas dos búzios, a cada palavra dita e cada resultado confirmado.
Com o passar dos anos ela ja sabiá todas as regras dos dezesseis Odus principais e sabia ler os dezesseis búzios e Osetura.
Um dia Orunmilá viajou e deixou Yemonja sozinha em casa.
Yemonja viu ali a sua chance de manipular o Ifá, e assim o fez.
Quando Orunmilá retornou, ele viu uma multidão em sua casa e pensou que aguardavam a sua volta, mas se surpreendeu ao entrar na casa e ver Yemonja com os búzios nas mãos atendendo ao povo.
Orunmilá fica irado, expulsa os clientes de Yemonja da casa, a estapeia e a leva diante de Olodumare  para que fosse julgada como alguém que quebrou as leis de Ifá.
Olodumare então toma ciência que todas as previsões de Yemonja haviam se cumprido e pede que Yemonja abra os Odus em sua presença,
Yemonja então joga os búzios dezesseis vezes e todas as vezes os odus corretos se abrem, foi Aláfia.
Orunmilá ficou sem palavras, pois acusava Yemonja de ofender os Odus, mas os próprios Odus se abriram para ela.
Olodumare entrega para Yemoja Sabá então os dezesseis Odus principais, o Meridilogun agora também se abre para ela e por isso ela é aclamada Iyanifá, mulher de Ifá e graças a ela as mulheres conquistaram o direito de abrir os Odus através do Meridilogun.

O método de adivinhação Opon Meridilogun:
1. Um búzio aberto - Okaran
2. Dois búzios abertos - Ejiokô
3. Três búzios abertos - Etaogundá
4. Quatro búzios abertos - Irosun
5. Cinco búzios abertos - Ôxê
6. Seis búzios abertos - Obará
7. Sete búzios abertos - Ôdi
8. Oito búzios abertos - Êjioníle
9. Nove búzios abertos - Ossá
10. Dez búzios abertos - Ôfun
11. Onze búzios abertos - Ôwarin
12. Doze búzios abertos - Êjilaxeborá
13. Treze búzios abertos - Êjilobon
14. Quatorze búzios abertos - Iká
15. Quinze búzios abertos - Obéogundá
16. Dezeseis búzios abertos - Êjibé, Aláfia

Apesar de Yemonja ser consagrada nos Odús Osá Mejí e Irosún Mejí, ela fala através de qualquer um dos dezesseis, eles lhe pertencem tanto quanto a Orunmilá.
Alafia!

OSUMARE FAZ O ADÊ DE YEMONJA.


Osumare é muito velho mas tinha a aparecia jovem, se vestia de muitas cores.
Osumare ajudou Olokun a organizar e dividir o mar.
Osumare curou a cegueira de Olodumare.
Osumare trazia chuva para as terras de Sango.
Osumare era irmão de Omulú Asojano.
Osumare era discípulo de Orunmilá.
Era muito bem vindo nos Oceanos a Serpente Osumare.

Uma dia Olokun cometeu um crime contra a humanidade, ela fez um grande dilúvio e com isso matou muitos homens. Os poucos que sobreviveram forma salvos por Orisa Okê, o Deus das montanhas que protegeu os humanos em seu cume.

Yemoja que era Senhora de  grandes Rios teve de voltar para o mar e governar no lugar de sua mãe.
Mas toda Rainha precisa de uma Coroa, e Yemoja não tinha coroa alguma. Osumare desceu para o fundo do mar e com estrelas marinhas ele fez uma bela coroa.
Mas a coroa não tinha nada de especial, era simples.
Osumare então colocou na coroa um pedaço de seu Arco-íris, e a Coroa brilhou como a Lua.
Desde então na cabeça de Yemoja está a coroa que ela ganhou de Osumare, ou como dizem os Lukumi: "Ochumare es la corona de Yemayá".
Osumare é profundamente relacionado com o Panteão das Águas.

AHOBOBOY!!!

APAOKÁ, A FEITICEIRA!


Existem muitas mulheres ancestrais, entre elas haviam três irmãs, três Iya Mi. Eram elas Mepere, Bokolo e Bambá.
Estas três Iya Mi fizeram um pacto, elas juraram jamais engravidar, nunca iriam gerar vidas.
Porém, Bambá conheceu Orisa Okô o Senhor da agricultura, se apaixonou por e com ele teve um filho.
O filho de Bambá se chamou Odé Erinlé, o caçador de elefantes.
Bambá após quebrar o pacto com suas irmãs vai morar em uma árvore chamada mogno-da-guiné e, então a Iya Mi recebe o nome de Apaoká. 

O filho de Apaoka funda a cidade de Ilobu próximo a Osogbo.
Apaoka no Brasil é cultuada na Jaqueira, a qual nomeamos de Apaoka por razão dela ser habitada pela Iya Mi, mas o nome em Yoruba da Jaqueira é Tapónurin.
O nome Opaoka significa "em cada pé" ou seja, em cada árvore, sendo que significaria que esta Iya Mi seria a de grande culto, a própria Osorongá, senhora das árvores sagradas.

Se conta que Erinle (Ode Inle) tem profunda ligações com Oxóssi. Iya Bambá é considerada mãe de ambos e é cultuada tanto em Ketu quanto em Efon.

Apaoka é uma Iya Mi, ela não é iniciada em Orí.
Asé!

OLOROKE O REI DE EFON.


Maria Violão (Iya Adebolú) e Tio Firmo (Baba Irufá) nos deixaram uma boa herança...
No ano de 1856 era fundada a nação Efon no Brasil pelo casal de africanos citados acima, e o "Asé Yangba Oloroke ti Efon"  foi o berço da nação, cujo o patrono e OLOROKE, o Orisa de Mãe Maria Violão, o senhor das montanhas.

Oloroke é representando pelo leão da montanha (Ekun Oke), pela árvore Baobá (Iggi Ose), pela lava e obviamente pelas montanhas.
Seu culto vem da região Lokiti Efon, Nigéria.
Se conta que os Deuses desceram a primeira vez sobre a terra graças a Oloroke que fez a terra se elevar acima das águas de Yeye Olokun formando um grande monte/vulcão por onde os deuses passaram.
Oloroke é sim o Rei de Efon e sua filha é a Rainha Osun, Deusa das águas doces .
O rosto de Oloroke esta sempre coberto, ele é um justiceiro e por isso evita ver as pessoas ja que se ve-las ele ira castiga-las por seus pecados.

Uma Lenda:
No princípio Olokun reinava só no mundo. Mas Olofin estava triste aborrecido com isso, faltava-lhe algo.
Foi então que Oroiná com a força que lhe deu Olodumaré, fez surgir a primeira colina do fundo do mar.
Assim foi como nasceu Orisa Oke.
Olodumare reuniu os demais Orisa em Oloroke e mostrou a cada um o seu domínio. Sem Oke ninguém poderia ter feito nada e por isso sempre há que se lembrar dele e fazer-lhe sacrifícios.
A yi(a)ra oke
Oloroke Oloroke
(Nosso povo esta na montanha
Oloroke, Senhor que recebe suas oferendas na montanha)
Epi Imole!

Da casa de Oloroke saíram grandes nomes tais como:
Mãe Milu
Paulo de Sango
Matilde de Jagun (Baba Oluwa)
Cristóvão de Ogun (Ogun Anauegi)
Celina de Iemonjá
Crispina de Ogun
Waldomiro de Xangô (Pai Baiano, Orunkó Obálokitiassi)
Francisco de Iemonjá
Noélia de Osun
Ya Ada de Omolu (Sacerdotisa da nação no estado de São Paulo no Ile Oluaye Omode Okorin Efan)
Baba Rosivaldo de Osumare
Paulo do Efon ( Asé Oloroke Oba Orun Olosunta, Bauru - São Paulo)

Obviamente houveram muitos iniciados na casa de Oloroke, e deste Ase nasceram muitos outros.

OLOROKE NÃO É GRANDE
OLOROKE É IMENSO
Saudação a todos os frutos desta Raiz!

AWURE!

KORIKOTO É A PROTETORA DAS CRIANÇAS.


Havia na africa uma bela moça chamada Korikoto.
Em um dia muito especial de
festejos e de alegria entre os homens, um grupo de crianças se banhava perto do rio. Brincavam com as pedras e com as águas sem se darem conta foram entrando em zona de perigo, na água profunda.
Muito perto dali Korikoto com seus cabelos compridos movidos pela brisa, contemplava a cena das crianças, que não se davam conta da
aproximação deles a um lugar onde havia o encontro de dois rios poderosos, onde as águas
criavam um redemoinho, que faria desaparecer o mais experto nadador em instantes. As crianças
desapareceriam na água, com a rapidez de um raio. KORIKOTO se lançou nas águas várias vezes
até que tivesse salvado a cada uma delas. O alvoroço das crianças e suas mães foi imenso, mas Korikoto estava esgotada com o esforço
para salvá-los. Sem oferecer resistência, seu corpo foi absorvido pelas águas e seu espírito se
elevou com um redemoinho de água doce e cristalina.
As águas caiam como uma chuva iluminada pela luz do sol com várias cores. Ao cair sobre o rosto
humano, parecia uma carícia acalentadora e estimuladora de vida. As crianças começaram a
brincar, as mulheres cantar e os homens trabalhar com muito mais vigor e sentimento.
Desde aquele dia Olodumare deu a Ayaba Korikoto a função de proteger as crianças desde o início da formação, da entrada e manifestação de vida e suavigilância depois de criados. A esta Orisa corresponde controlar os nascimentos no mundo. É Ela que distribui as almas que vão nascer. Controla a maternidade.
Estimula ou detém a fertilidade de acordo com as necessidades do mundo.
Korikoto visita os seres humanos todos os dias, porque é ela é o orvalho da manhã.
Korikoto a Ayaba da fertilidade relacionada com a procriação e as crianças que nascem predestinadas. Considera-se uma deidade jovem associada a natalidade. Este Orisá é muito adorado pelos Osha Lukumi e pelos Arara. Na África seu culto esta praticamente extinto. 
Seu nome está composto pelas
palavras Kori  (deidade infantil) e Konkoto (brincadeiras de criança).
Korikoto fala pelo Merindilogun de Yemoja. Seus colares se confeccionam com nozes de
palma, Obi e Kolá e miçangas cor lilás. Seus atributos são um Otá,
uma clava de ferro com sete pontas e um chifre de touro, além de uma mão de caracóis (búzios).

Ase!

A Maior das Osun: OSOGBO.


OSOGBO (Oshobô) é a cidade onde esta o mais famoso templo de Osun na Nigéria.
Ajíbógun era o filho de Owá, o Rei de Ijexá. Ele decidiu deixar Ijexa e ir para outro lugar já que não estava satisfeito com seu pai.
Depois de muito apelo para que Ajíbógun não deixasse a cidade ele recusou decididamente ao apelo de seu pai.
Ele deixou a cidade com Ọláròóyè, Tìméhìn, Ògìdán, Talo e Sègi lợla. Seu primeiro assentamento foi chamado de Òpólé, onde permaneceram por algum tempo, antes da morte de Ajíbógun. A morte de Ajíbógun e a escassez de água em Ìpólé
os fizeram deixar o local. Quando eles estavam se preparando para deixar o local, o Owá mandou uma mensagem para que voltassem para Ijexá, porém, eles recusaram. Tìméhìn e Ògìdán que eram caçadores tiveram que assumir a liderança em sua jornada na floresta em busca de água. Quando estavam à procura, eles encontraram um grande rio.
Eles decidiram cortar uma árvore para marcar o local e facilitar a identificação do mesmo, para
quando eles trouxessem as pessoas de Òpólé. Quando a árvore caiu na água, eles ouviram uma voz misteriosa que dizia:
Oşó igbó, ẹ pèlé – Feiticeiro da floresta, bem feito!
Oşó igbó, ẹ rọra – Feiticeiro da floresta, vá com calma
Gbogbo ìkòkò aró mi ni ẹ ti fó tán – Vocês quebraram todos os meus potes de índigo!
Eles tiveram medo e fugiram.
Quando estavam em disparada, eles foram chamados de volta pela mesma voz.
A voz revelou ser Osún. Ela disse-lhes para se afastaram um pouco para terminar sua tarefa. Ela disse que eles deveriam estar adorando a ela anualmente. Este é o festival anual de Osun na cidade que foi batizada por ela mesma: Osó igbó, Osogbo, os Feiticeiros da Floresta.


Orin Osun Osogbo
Agbe ló l'aró
Kìí ráhùn aró
Àlùkò ló l'osùn
Kìí ráhùn osùn
Lékèélékèé ló l'e fun
Kìí ráhùn e fun.
Òsun lékèé o dá mi o.
Káwa má ráhùn ire - Àse !
Káwa má ráhùn omo - Àse !
Káwa má ráhùn owó - Àse !
Káwa má ráhùn olà - Àse !
Káwa má ráhùn è kó - Àse !
Káwa má ráhùn ayò - Àse !
Káwa má ráhùn ifé - Àse !
Káwa má ráhùn òré - Àse !
Káwa má ráhùn è rò - Àse !
Káwa má ráhùn ilé - Àse !
Káwa má ráhùn ounje - Àse !
Káwa má ráhùn aláàfíà - Àse !
Káwa má ráhùn àfo - Àse !
Káwa má ráhùn isé - Àse !
Káwa má ráhùn s ire - Àse !
Káwa má ráhùn ódún - Àse !


Tradução:
Cantiga de Oxum Oxobô
Agbé tem penas azuis
Que nunca lhe falte o azul
Alukò possui penas vermelhas
Que nunca lhe falte o vermelho
Lékeléke tem as penas brancas
Que nunca lhe falte o branco
E que eu fique acima de meus inimigos.
Que nunca nos falte sorte! Ase!
Que nunca nos falte filhos! Ase!
Que nunca nos falte Dinheiro! Ase!
Que nunca nos falte riqueza! Ase!
Que nunca nos falte conhecimento! Ase!
Que nunca nos falte felicidade! Ase!
Que nunca nos falte amor! Ase!
Que nunca nos faltem amigos! Ase!
Que nunca nos falte paciência! Ase!
Que nunca nos falte uma casa! Ase!
Que nunca nos falte alimento! Ase!
Que nunca nos falte a paz! Ase!
Que nunca nos falte caminho! Ase!
Que nunca nos falte trabalho! Ase!
Que nunca nos falte festividades! Ase!
Que nunca nos falte os anos! Ase!
Na década de 70 a artista austríaca Susanne Wenger restaurou e reconstruiu grande parte das areas sagradas do templo milenar de Osun, isso ajudou muito a popularização e a valorização do culto a Osun.
Osun Osogbo é de caráter sério, relacionada a Ogun, Osayn e as Iyamí.
A Festival de Osun Osogbo ocorre a mais de 600 anos (ha quem diga qué muito mais antigo) mas com a situação política da Nigéria e com o a rejeição da Culto a Orisá pelos africanos que seguem o islamismo e o cristianismo o templo de Osun e o festival de Osogbo estão ameaçados.
Ore Yeye Osun!
Que vive a milhares de anos e viverá eternamente!

OSUN IJIMÚ É A FEITICEIRA DONA DA CABAÇA...


ÁGUAS DE OSALÁ.


A festa das Águas de Osalá relembra a teimosia do pai do branco.
Lembrando que: TODOS que prejudicaram osalá, morreram ou ficaram manetas, perderam suas casas, filhos, plantações e até a própria vida.
Osalá sente saudade do seu filho Sangô, rei de Oyo e vai visitá-lo. Para obedecer à previsão do destino (Orumilá), vai de branco e em silêncio absoluto. No meio do caminho, Exu lhe pede que o ajude a levantar do chão um pesado saco de carvão e depois um barril de azeite de dendê. Oxalá o faz. O saco estava furado e o barril também se derramou sobre Oxalá que suja toda sua roupa branca. Chegando ao reino do seu filho, Oxalá, todo sujo, é confundido com um bandido e é jogado na prisão por sete anos.
Neste tempo, o reino de Xangô enfrenta muitos problemas e um babalaô lhe diz que o reino passa por tantas adversidades porque o rei compactua com injustiças. Xangô vai então às prisões para averiguar se há injustiças e descobre entre os presos o próprio pai. Triste, coloca o velho pai em suas próprias costas e o conduz ao palácio onde ele mesmo se encarrega de banhá-lo e vestí-lo com as roupas mais brancas que existem, realizando a seguir uma grande festa em sua homenagem. A festa das Águas de Oxalá, com uma procissão representando a viagem de Oxalá, rememora este episódio.