ÁGUAS DE OSALÁ.


A festa das Águas de Osalá relembra a teimosia do pai do branco.
Lembrando que: TODOS que prejudicaram osalá, morreram ou ficaram manetas, perderam suas casas, filhos, plantações e até a própria vida.
Osalá sente saudade do seu filho Sangô, rei de Oyo e vai visitá-lo. Para obedecer à previsão do destino (Orumilá), vai de branco e em silêncio absoluto. No meio do caminho, Exu lhe pede que o ajude a levantar do chão um pesado saco de carvão e depois um barril de azeite de dendê. Oxalá o faz. O saco estava furado e o barril também se derramou sobre Oxalá que suja toda sua roupa branca. Chegando ao reino do seu filho, Oxalá, todo sujo, é confundido com um bandido e é jogado na prisão por sete anos.
Neste tempo, o reino de Xangô enfrenta muitos problemas e um babalaô lhe diz que o reino passa por tantas adversidades porque o rei compactua com injustiças. Xangô vai então às prisões para averiguar se há injustiças e descobre entre os presos o próprio pai. Triste, coloca o velho pai em suas próprias costas e o conduz ao palácio onde ele mesmo se encarrega de banhá-lo e vestí-lo com as roupas mais brancas que existem, realizando a seguir uma grande festa em sua homenagem. A festa das Águas de Oxalá, com uma procissão representando a viagem de Oxalá, rememora este episódio.

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