APAOKÁ, A FEITICEIRA!


Existem muitas mulheres ancestrais, entre elas haviam três irmãs, três Iya Mi. Eram elas Mepere, Bokolo e Bambá.
Estas três Iya Mi fizeram um pacto, elas juraram jamais engravidar, nunca iriam gerar vidas.
Porém, Bambá conheceu Orisa Okô o Senhor da agricultura, se apaixonou por e com ele teve um filho.
O filho de Bambá se chamou Odé Erinlé, o caçador de elefantes.
Bambá após quebrar o pacto com suas irmãs vai morar em uma árvore chamada mogno-da-guiné e, então a Iya Mi recebe o nome de Apaoká. 

O filho de Apaoka funda a cidade de Ilobu próximo a Osogbo.
Apaoka no Brasil é cultuada na Jaqueira, a qual nomeamos de Apaoka por razão dela ser habitada pela Iya Mi, mas o nome em Yoruba da Jaqueira é Tapónurin.
O nome Opaoka significa "em cada pé" ou seja, em cada árvore, sendo que significaria que esta Iya Mi seria a de grande culto, a própria Osorongá, senhora das árvores sagradas.

Se conta que Erinle (Ode Inle) tem profunda ligações com Oxóssi. Iya Bambá é considerada mãe de ambos e é cultuada tanto em Ketu quanto em Efon.

Apaoka é uma Iya Mi, ela não é iniciada em Orí.
Asé!

Um comentário:

Rosalia Monteiro disse...

Muito interessante! Nossas crianças e jovens poderiam conhecer estas histórias, pois constituem alicerces da cultura brasileira ainda pouco valorizados. A educação deveria ter um foco de integração, assim o povo brasileiro teria sua identidade fortalecida. Axé!