QUALIDADES DE ÒRÌSÀ


O Òrìsà é único e qualidade é apenas uma referência do lugar por onde passou ou do local onde existia uma tribo africana que o cultuava.
Para ficar mais claro esta explicação, é preciso entender que na África Òrìsà é cultuado em cada região como um ancestral.
Certos Òrìsàs são tão importantes na cultura africana, que são considerados ancestrais de várias tribos, que habitam diversas regiões.
Por exemplo, Òsùn quando cultuada na cidade de Osógbó é Òsùn Osógbó. Já quando é cultuada na cidade de Ípóndá é conhecida como Òsùn Ípóndá. Ógùn da cidade de Irê é Ógún Oníré. Ógùn do Estado africano de Ondo, se tornou Ógùn de Ondô.
E assim aconteceu com todos os Orixás cultuados em solo africano: Sóngò, Obálúaíyé, Oyá, Odé, Osumarê, Obá, Ólogún, etc.
No Brasil, as tribos africanas que aqui chegaram por ocasião da escravidão, vindas de diversas regiões, de várias etnias e culturas, trouxeram suas formas e jeitos de culto aos Òrìsàs: as cores, as cantigas, as comidas, as folhas, etc.
Hoje, estas várias formas e jeitos estão contidas e sintetizadas no Candomblé.
É fato que muita gente pensa que existem várias Òsùns, vários Sóngòs, vários Ógùns, etc. Mas na verdade, só existe um de cada um destes Òrìsàs.
Quando, por exemplo, se faz um ritual para Òsùn Ípóndá, está se fazendo algo para Òsùn de acordo com as tradições do povo daquela região. O mesmo acontece com Òsùn Osógbó. Porém, o Òrìsà em questão é o mesmo e é único: Òsùn.

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