OGUN ONIRÊ.


Ogun era filho de Oduduwá, o rei de Ifé e de Yemú da família de Olokun.
Haviam sete ricas aldeias todas próximas umas das outras; Ogun as conquistou e as transformou em uma única cidade, daí nasce o Ilê Irê, o reino de Ogun.

Ogun era rei e por protocolo ele tinha que usar  Adê, a coroa com filá de franjas para cobrir seu rosto, e além disso havia diplomacia com os demais reinos e muitos protocolos a seguir e Ogun não gostava de nada disso e principalmente ele se recusava em usar a coroa.
Enjoado de tantas regras e "frescuras" que sobrecarregavam os reis, Ogun vai embora, ele volta a usar seu Akorô, o elmo de guerra e deixa o reino nas mãos de Ogundaunsí que era seu filho primogênito.

"OGUN NÃO TOLERA IMPOSIÇÃO DE REGRAS, ELE PREFERE SEGUIR UM CAMINHO ONDE HAJA LIBERDADE."

Mesmo longe do Reino, Ogun era chamado de Onirê. Por anos e anos ele ficou longe do reino, se ocupava nas batalhas onde levantava os estandartes de seu pai e de o de seus filhos. 
Um dia Ogun resolveu voltar para Irê, porém ele não se lembrava que havia um dia de silencio em honra aos ancestrais e escolheu justo esse dia para chegar a cidade.
Ogun se sentiu muito ofendido, ele não foi cumprimentado e não festejaram sua chegada. 
Ogun se enfureceu, ele pensava que o povo havia se esquecido dele e então  tomou sua espada nas mãos e foi matando a todos que encontrava, decepava as suas cabeças espalhando cadáveres por todos os lados, até que as sacerdotisas gritaram avisando a Ogun que era o dia do silêncio em honra aos ancestrais. 
Ogun então percebeu o que havia feito e se arrependeu. Ogun se enojou de sua própria violência.
Ele então pediu que seus filhos continuassem a prosperar e conquistar, e no centro da cidade ele bateu sua espada no chão e abriu um grande buraco onde Ogun entrou e sumiu. Logo em seguida a terra se fechou e nunca mais se abriu.
OGUN ABANDONOU O AYÊ E SE TORNOU ORISÁ.

No local onde ele desapareceu se ergueu um monumento em sua honra.

OGUN YÊ!

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