ONÍRA.



Existia uma Amazona guerreira na família real de Irá.
Irá é uma pequena cidade perto de Offa, no estado de Kwara, na Nigéria. Esta guerreira queria ser Rainha. Mas o trono de Irá era patriarcal, só homens governavam. Esta mulher então passou a matar um a um os homens na linha de sucessão ao trono e por fim assassinou o Rei e se sentou no trono, se auto elegendo a nova "ONÍRA", Rainha das terras de Irá.


Oníra declarou guerra as aldeias vizinhas e passou a matar homens, mulheres e crianças indiscriminadamente. Matava do nascer ao por do sol e sempre com muita crueldade.

O povo de Irá presenciava aquele massacre diário e foram até Ifé pedir ajuda a Ooní, o rei de Ifé. 
Ooní mandou uma diligência até Irá prender Oníra e leva-la até ele para ser julgada.


Após muita luta os soldados prenderam Oníra, que ensandecida se debatia ao ser carregada para Ifé.
Ao olhar para Oníra, Ooní ficou assombrado, ela estava coberta de sangue! Até seu cabelo era vermelho pelo sangue que havia espirrado nele.
Imediatamente foi condenada a morte, seria degolada em praça pública. No ato de sua execução ela miraculosamente desapareceu, foi raptada por Ajagumalê, o juiz do Orum e no céu ela foi recebida para ser julgada.


Ajagumalê disse a Oníra que ela era da família dos Imolés, ou seja: Ela era Orisá!
E por isso não poderia ser julgada por homens, mas somente por Deus.
Ela foi castigada a nunca mais tocar em armas, seu Ewó são as lanças e espadas.
Ajagumalê jogou Efun sobre ela e o sangue misturado com branco se tornou cor de Rosa e nisto ela foi castigada a nunca mais usar vermelho em suas vestes, apenas se vestirá de branco ou rosa.
Ela foi condenada a cuidar do espírito das pessoas que ela havia matado e de todos os eguns que morriam em situação trágica no mundo.


Ajagumalê a deixou sob os cuidados de Osun na beira do rio, onde Oníra aflorou seus poderes, ela descobriu sua força em metamorfose para borboleta e codorniz e também o dom de esquentar as águas do rio. Se tornou então uma Omimolé, Deusa da Água e a companheira de Osun, que lhe deu sanidade e paz. 
Osun a reeducou, hoje ela é uma Iyalodê,.uma dama da sociedade.

Oníra só come com Orisás mais calmos, tais como Erinlé, Ologunedé, Osun, Osala e Oxóssi, aonde deixa ela mais calma. Nunca se pode por Oníra com Xango, Obaluaie ou Ogun, eles a fazem esquecer das ordens de Ajagumalê e ela é influenciada pela energia de Guerra que emana deles e volta a ser violenta.

"SE OYÁ É QUENTE, ONÍRA É UM VULCÃO. POR ISSO É COMUM RODEAR SEU IBÁ COM CANJICA E LAVAR TUDO SEU COM ÁGUA GELADA E ÁGUA DE COCO."

Oníra é que caminha no juntó de Ologunedé Nibain, pois esse Logun é ligado a Oyá Ologunerê e esta Oyá nao pega Dijuntó, então Oníra a convida para comerem juntas em seu ibá.

O dia de Oníra é Sábado.
Suas cores são branco, amarelo e rosa.
Seu metal é Dourado.
Suas kizilas são: Idá (espada), tudo que é vermelho.


Sua paramenta é uma coroa com franjas (Adê com filá) pois ela foi uma rainha e ela usa Abebé, um eruxin e cinco idés dourados em cada pulso.Seu ibá é de louça.





Um comentário:

Soraia Ymadai disse...

Pai na minha corretora, trago Ogum e xangô?