ADJÁ.


Adjá, Adjarin(ÀÀJÀ EM IORUBÁ) é uma sineta de metal, utilizada pelos sacerdotes do candomblé, durante as festas públicas, acompanhando o toque. Usado também nas oferendas, como a finalidade de chamar os Orisás ou provocar o transe(incorporação).

O objeto pode ser de uma, duas, três e até 4 sinetas e o cabo geralmente é do mesmo material, que pode ser de bronze, metal, dourado ou prateado.
Atualmente existem no mercado muitas variações e se adornam estes com buzios, pedras, miçangas, palha da costa, entre muitos outros enfeites.

É um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do candomblé.

É comum vermos nas rodas de Candomblé, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento enquanto dançam para e com os Orisás.
Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são Yawôs, ou seja: Aqueles que ainda não possuem sua obrigação de Sete anos. Também aos não iniciados nos preceitos da religião.


Durante a dança, o instrumento serve para invocar e manter a vibração do Orisá na sala, para que a energia não saia daquele local onde está sendo realizado o candomblé.

Quando se dança com algum Orisá, uma Ekedi ou um Sacerdote, dançam acompanhados desse instrumento para guia-lo durante o ritual.


Já em determinadas situações como rezas e outras obrigações, o Adjá tem a função de chamar nossos Orisás para aquele rito, fazendo com que os mesmos abandonem temporariamente o ORUN(morada), para se manifestarem em seus fillhos.

Também usamos o Adjá para anunciar o inicio de algum ritual ou para chamar atenção das pessoas para algum ato importante.


Com tudo no Candomblé, o Adjá passa pelo processo de imantação e dado a esse que somente pessoas autorizadas podem  toca-lo.


De Esú a Osalá, todos  eles respondem ao chamado desse instrumento litúrgico, bastando que a pessoa saiba como utilizá-lo. Seu som chama a atenção dos Orisás, anunciando que alguma coisa está sendo feita naquela casa.
O Adjá provoca o transe das pessoas, quando tocado acima de suas cabeças, pois no processo de imantação, ele recebe as energias do sacrifício que foi oferecido a determinado Orisá.


Pessoas que ainda não possuem direito de usá-lo, são imediatamente incorporadas por seu Orisá ao pegarem no mesmo.  Nosso zelador utilizou aquele instrumento para chamar nosso Orisá, desde o nosso BORÍ até nossa INICIAÇÃO,  sendo assim, como vamos sair tocando ADJÁ sem termos recebido autorização para o tal?

Vale lembrar que quando recebemos a autorização para manusear esse instrumento, nosso Orisá costuma vir para que seja “QUEBRADA A QUIZILA” e assim, ele possa reconhecer nosso direito.

Usado em cerimônias festivas ou não, o Adjá é de sua importância no Candomblé e se você ainda não está autorizado para fazer uso do mesmo, não faça!
Não pegue e nem utilize, pois as conseqüências podem ser graves.

ASÉ!












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