BANHA DE ORÍ.


O limo da costa, também conhecido como BANHA DE ORI é indispensável no que se refere ao culto dos ORISÁS FUNFUNS(divindades da supremacia do branco). O limo é extraído de uma árvore africana(BUTYROSPERMUM PARADODUM)  e no território africano é chamado de ÈMÍ, ÈMÍ-ÈMÍ, ÈMÍ-GIDI, ÈMÍ GBÉGI, AKUMÁLAPÁ e ÒRÍ.

Seus substitutos diretos são  o óleo de algodão extraído das sementes de algodoeiro(GOSSYPIUM HERBACEUM, L. MALVACEAE), este produto é conhecido em Ioruba pelo nome de ÒWÚ ELEPÁ, sendo que a folha do algodão é amplamente usada  nos nossos rituais para variados fins, sendo esta pertencente a todos os ORISÁS FUNFUNS.

O  segundo substituto é o óleo de coco karité(COCOS NUCIFERA, L. PALMAE), este conhecido em Ioruba pelo nome de ÀGBON. Este sim, não foi trazido da África, pois se origina da Índia Ocidental, foi integrada ao culto dos ORISÁS FUNFUNS, devido a sua cor branca e suas propriedades medicinais dos quais possuem em sua essência o ASÉ das divindades do branco.

O terceiro e mais usado pelas nações do Candomblé é a banha de carneiro, isso devido a facilidade de se encontrar e de se fabricar. O uso deste substituto em questão, acarreta um EWÓ(PROIBIÇÃO, QUIZILA):
YANSÃ tem quizila com carneiro e isso poderia acarretar danos seríssimos aos iniciados deste ORISÁ e aos IGBÁS em questão.

No Brasil é bastante usado pelo povo do Candomblé, principalmente nos rituais de iniciação, Boris e até no preparo da comida dos Orisás.












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