OSUN AYALÁ.


AYALÁ, ALANLÁ, ALÁ ou ÌYÁNLÁ
A grande mãe.
É considerada ADARIBÔ, sendo uma das mais velhas.
Ayalá foi a Osum que fez Osalá reconhecer o valor do ejé (sangue) e fez com ele usasse a pena vermelha do ikodidé.
Esta é também guardiã do Efum (pó branco).
É uma senhora muito poderosa e guerreira.
Mora nas matas e tem caminhos com Obaluaiê.
Tem forte ligação com Ogum. Esta Osun além de sua ligação com Ogun Alagbedê, com a qual foi casada, tem sérios fundamentos com Iyá-mi e Egungun.
Juntamente com Yeye Ijimu outra Osum ancestral e venerável, encabeçam o culto Gueledé representando a ancestralidade feminina.
Veste o amarelo claro, branco e o azul-claro.
Em algumas tradições tem também forte ligação também com Osalá, neste caminho veste branco.
Retém o poder sobre a bolsa lacrimal, manifestando através das lágrimas de alegria e de tristeza, dando força a todos que passam dificuldades na vida.
Representa o sofrimento através da lágrima. Tem ainda participação no Axexê.

Característica dos filhos de Ayalá:
Os filhos dessa Osun, são pessoas um tanto reservadas, tanto no vestir como falar e agir.
São sofisticadas e "rabugentas".
Com pensamentos e ações de pessoas com idade avançada. Demonstram mais inteligência que as outras pessoas independente da idade de seus Omorisás.
Não gostam de ter muitos filhos, porém gostam de cuidar e zelar pelos filhos dos outros.


Osun Ayalá teria sido mulher de Ogun com quem trabalhava na forja, acionando o fole para atiçar as brasas.
Conta a lenda que o fole acionado por Osun Ayalá produzia um som ritmado e muito agradável. Atraído por este som, Egun pôs-se a dançar diante da ferramentaria, atraindo um grande número de assistentes que por ali passavam.
Encantados com o bailado de Egun, os passantes lhe fizeram muitas oferendas de dinheiro, o que o deixou feliz e vaidoso.
Ao saber que Egun estava ganhando dinheiro com sua apresentação, Osun exigiu que metade da renda obtida fosse dividida com ela, caso contrário, não acionaria mais o fole que produzia o ritmo sem o qual Egun não poderia mais dançar.
Sem alternativas, Egun teve que aceitar a exigência da Yagbá passando, a partir de então, a dividir com ela tudo o que ganhava em suas apresentações.


ORA YEYÊ OSUN AYALÁ!


4 comentários:

bernardo moreira disse...

Adorei, belo esclarecimento

bernardo moreira disse...

Adorei, belo esclarecimento

Lorena Correia disse...

Amei

Unknown disse...

Gostaria de saber se tem mais itans sobre essa qualidade de Oxum (Ayalá)